
Do Mario destaco um trecho, retirado de artigo seu publicado na revista Piauí:
A ciência e a técnica não podem mais cumprir aquela função cultural integradora em nosso tempo, precisamente pela infinita riqueza de conhecimentos e da rapidez de sua evolução que levou à especialização e ao uso de vocabulários herméticos.
A literatura, ao contrário, diferentemente da ciência e da técnica, é, foi e continuará sendo, enquanto existir, um desses denominadores comuns da experiência humana, graças ao qual os seres vivos se reconhecem e dialogam, independentemente de quão distintas sejam suas ocupações e seus desígnios vitais, as geografias, as circunstâncias em que se encontram e as conjunturas históricas que lhes determinam o horizonte. Nós, leitores de Cervantes ou de Shakespeare, de Dante ou de Tolstoi, nos sentimos membros da mesma espécie porque, nas obras que eles criaram, aprendemos aquilo que partilhamos como seres humanos, o que permanece em todos nós além do amplo leque de diferenças que nos separam.
Mesmo com as diferenças políticas, Vargas Llosa é um tremendo autor. Conversa na Catedral é um desses livros básicos. Tia Júlia e o Escrevinhador é outro. Pantaleão & as Visitadoras... A Guerra do Fim do Mundo... Grandes livros. Isso é o que fica.
ResponderExcluirConcordo com tudo, também sou leitora de Llosa. O meu preferido é Quem matou Palomino Molero? Quase uma novela na sua estrutura, melhor dizendo, é uma novela genial. E não esqueçamos de A guerra do fim do mundo, grande livro.
ResponderExcluirAdorei a postagem.
No campo político, Mario, passei alguns anos um tanto decepcionado com as posições do Llosa. Depois aprendi a separar o homem político do escritor. "Quem matou...", Gerana, é um dos meus preferidos dele. Aliás, acho que o Llosa é dum dos autores de quem li tudo, ou quase.
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